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De suspeita de choque a homicídio: entenda ponto a ponto o caso da jovem encontrada morta ao lado de piscina e a prisão da amiga dela

Polícia prende amiga de jovem encontrada morta ao lado de piscina A morte de Beatriz Callegari de Paula, de 26 anos, encontrada ao lado de uma piscina no quint...

De suspeita de choque a homicídio: entenda ponto a ponto o caso da jovem encontrada morta ao lado de piscina e a prisão da amiga dela
De suspeita de choque a homicídio: entenda ponto a ponto o caso da jovem encontrada morta ao lado de piscina e a prisão da amiga dela (Foto: Reprodução)

Polícia prende amiga de jovem encontrada morta ao lado de piscina A morte de Beatriz Callegari de Paula, de 26 anos, encontrada ao lado de uma piscina no quintal de uma casa em Lins (SP), no dia 16 de janeiro, passou de suspeita de acidente para investigação de homicídio após um laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontar afogamento como causa da morte dela. Uma amiga da vítima, Grazielli de Barros Silva, de 40 anos, foi presa temporariamente, na terça-feira (27), suspeita de envolvimento no caso. Ao g1, a defesa afirmou que a prisão foi prematura e sem fundamentos legais. Confira a nota completa ao fim da reportagem. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Beatriz Calegari de Paula, de 26 anos, foi encontrada morta em uma área de lazer de Lins (SP) Reprodução As duas trabalhavam como operadoras de caixa em um supermercado e eram consideradas bem próximas. Segundo Allexandre Callegari de Paula, irmão de Beatriz, foi Grazielli quem a convidou para ir à festa onde ela foi encontrada morta. Entenda a cronologia do caso abaixo. 16 de janeiro - dia da morte Vídeo mostra jovem morta em piscina chegando a área de lazer; amiga é presa por homicídio 11h: Beatriz chega à casa acompanhada de um amigo. Câmeras mostram ela abrindo a porta lateral com chave e acionando o portão automático. Veja o momento no vídeo acima. Fim da manhã/início da tarde: o rapaz que chegou com Beatriz sai do local e volta pouco tempo depois. Ele chega a entrar parcialmente na garagem para descer alguns objetos do veículo e, depois, estaciona em frente à casa. 13h44: o rapaz aparece deixando o imóvel. Segundo a polícia, com base nas imagens, é possível ver que ele deixa o local antes da morte de Beatriz e, por isso, não é considerado suspeito. Ele foi ouvido, liberado e não teve o nome divulgado. 13h50: um carro prata, que seria de Grazielli, entra na garagem. 15h: o carro prata sai do local e chega a bater no portão na saída. Segundo a polícia, Grazielli dirigia. 15h30: o Corpo de Bombeiros é acionado e encontra Beatriz caída de costas ao lado da piscina. A energia do local é desligada antes da constatação do óbito. O caso é tratado inicialmente como possível acidente por descarga elétrica. 17 de janeiro Beatriz é sepultada no Cemitério da Saudade, em Lins. 23 de janeiro Um laudo do IML descarta eletrocussão e aponta afogamento como causa da morte. A polícia passa a tratar o caso como homicídio. 27 de janeiro A Justiça defere o pedido e Grazielli é presa temporariamente por suspeita de homicídio. Após laudo descartar descarga elétrica, polícia prende amiga de jovem encontrada morta ao lado de piscina por suspeita de homicídio Arte/g1 Reviravolta nas investigações Inicialmente, a principal hipótese era de descarga elétrica, já que Beatriz foi encontrada caída de costas, vestindo biquíni, com parte do corpo sobre a tampa metálica do motor da piscina e próxima a uma caixa de energia com disjuntores, registros metálicos, botão liga/desliga e ducha. Os bombeiros chegaram a desligar a energia do local antes de constatar o óbito. No entanto, com a divulgação do laudo do IML descartando eletrocussão e indicando afogamento, a Polícia Civil passou a tratar o caso como homicídio. Beatriz Callegari de Paula tinha 26 anos e foi encontrada morta ao lado de uma piscina em Lins Reprodução/Facebook Segundo a corporação, a decisão também se baseou em contradições entre o depoimento da amiga que estava com a vítima e os resultados da perícia. Com base nas imagens de câmera de segurança da fachada da casa onde Beatriz foi encontrada morta, a polícia afirma que apenas três pessoas estiveram no imóvel: Beatriz, o amigo e Grazielli. Imagens mostram a jovem chegando à casa onde foi encontrada morta em Lins Nova TV/Imagens cedidas Ao g1, a dona da casa, Gabriella Camargo Fernandes, disse que o aluguel do imóvel foi feito por Grazielli e que a mulher já havia alugado o espaço em outras ocasiões. Gabriella informou também que a câmera chegou a registrar a chegada da Grazielli ao local um pouco mais cedo, por volta das 11h, e também um período em que ela ficou fora antes de colocar o carro na garagem (às 13h50). Esses trechos não foram solicitados pela polícia, e as imagens da câmera só ficam disponíveis no aplicativo por um período e, por isso, não estão mais no sistema. O que diz a defesa? Ao g1, a defesa de Grazielli afirmou que a prisão foi prematura e sem fundamentos legais. Segundo o advogado Celso Modonesi, ela sempre esteve à disposição da polícia e não apresentou risco de fuga nem tentou obstruir as investigações. A defesa questiona a condução das perícias, diz que não teve acesso imediato aos laudos e contesta a conclusão de afogamento, sustentando que a hipótese de descarga elétrica não foi devidamente considerada. O advogado também afirma que a cena não teria sido preservada, que o imóvel foi alugado no dia seguinte e que houve acesso de terceiros antes da perícia oficial, inclusive com a elaboração de um laudo particular pela proprietária, o que, segundo ele, pode ter comprometido as provas. A defesa sustenta ainda que não há indícios de autoria e questiona como uma pessoa de 64 quilos poderia ter afogado uma vítima de 80 quilos sem marcas de luta corporal. Veja a nota na íntegra ao final da reportagem. Quais os próximos passos? Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), os laudos requisitados ao Instituto de Criminalística (IC) estão em elaboração para auxiliar no completo esclarecimento dos fatos. O caso é investigado como homicídio por meio de inquérito policial instaurado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Lins. Nota na íntegra da defesa de Grazielli "O advogado de Grazielli de Barros Silva, Celso Modonesi, afirma que a prisão foi prematura e injustificada, baseada em alegações que não condizem com a realidade dos fatos. Segundo ele, a autoridade policial sustentou o pedido de prisão temporária sob o argumento de risco de fuga, suposta manifestação da acusada em redes sociais, prejuízo às investigações e paradeiro incerto. Ainda de acordo com a defesa, no dia 20 de janeiro a polícia informou ter recebido a notícia de que a acusada estaria internada em um hospital psiquiátrico, mas que, após diligência, não teria sido confirmada a entrada no local. No mesmo dia, no período da tarde, o advogado afirma que compareceu à delegacia, apresentou procuração e se colocou formalmente à disposição da investigação, informando que protocolaria a documentação necessária e um atestado comprovando que a acusada estava em tratamento psiquiátrico em razão do choque emocional causado pela morte da amiga — o que, segundo ele, foi feito no dia seguinte. A defesa relata que, desde então, compareceu diariamente à delegacia para solicitar acesso aos laudos periciais, mas teve negado tanto o laudo de necropsia quanto o laudo técnico da parte elétrica da área de lazer, que até hoje não foi concluído. Ainda segundo o advogado, no mesmo dia, informações do caso foram repassadas à imprensa antes de a defesa ter acesso aos documentos. No dia 26 de janeiro, o advogado afirma ter tido acesso a um laudo de necropsia considerado por ele incompleto, sem fotodocumentação e com falhas técnicas, que concluiu pela morte por afogamento. No mesmo dia, a defesa protocolou pedido de quesitos complementares ao IML para esclarecimento das lacunas e juntada das imagens que fundamentariam o laudo, o que, segundo ele, ainda não foi respondido. A defesa também questiona a condução da perícia no local, afirmando que a cena dos fatos não teria sido preservada, que o espaço foi alugado no dia seguinte e que houve acesso de terceiros antes da realização da perícia oficial, inclusive com a produção de um laudo particular pela proprietária do imóvel, o que, na avaliação do advogado, teria comprometido a produção de provas. Outro ponto levantado é que, apesar de a defesa ter se apresentado formalmente desde o dia 20 de janeiro e reiterado diariamente que a acusada estava à disposição para prestar depoimento, isso não teria ocorrido. Para o advogado, o pedido de prisão foi baseado em informações inverídicas e teria sido usado para responder ao clamor público, sem a produção de provas substanciais. A defesa afirma ainda que não há indícios de autoria, questionando como uma pessoa de 64 quilos poderia ter afogado uma vítima de 80 quilos sem qualquer marca de luta corporal em ambas. O advogado também reforça que a acusada sustenta a versão de que a vítima teria sofrido uma descarga elétrica, hipótese que, segundo ele, não foi devidamente considerada. Por fim, a defesa destaca que a acusada é primária, tem bons antecedentes, residência fixa, emprego formal, não obstruiu as investigações, não coagiu testemunhas e não apresentou risco de fuga. Ressalta ainda que ela é mãe de um filho menor de 12 anos. Diante disso, sustenta que a prisão temporária não atende aos requisitos legais e pede sua revogação, alegando violação ao devido processo legal e ao direito ao contraditório." Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

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